Como reagir ao abuso sexual
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Dedicamos esta coluna às informações básicas sobre como proceder nesses casos, procurando ajuda para si mesmo ou para pessoas que você conhece. O abuso sexua...
Duas jovens atropeladas na passagem de ano de Albufeira
Posted on 1/03/2012 by TVA TV ALBUFEIRA ONLINE
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| Ana Filipa Brito sofreu ferimentos na cabeça e numa perna |
“Dei salto e perdi os sentidos”
"Senti uma pancada e dei um salto para a frente. Bati com a cabeça no chão e perdi os sentidos." É esta a última recordação de Ana Filipa Brito, uma das jovens violentamente atropeladas, em Albufeira, na noite da Passagem de Ano, por um carro onde seguiam dois militares da GNR embriagados.
O Comando Geral da GNR ordenou uma investigação interna para apurar as circunstâncias em que aconteceu o acidente e os momentos seguintes, uma vez que os dois militares, de folga, deram como condutora uma mulher de nacionalidade brasileira. E há indícios de que um deles era o condutor do carro.
O Renault Mégane só parou 100 m à frente do local do atropelamento. Questionado ontem pelo CM, o porta-voz da GNR informou apenas que a instituição "não vai, de momento, efectuar qualquer comentário".
A família de Ana, que sofreu vários traumatismos na cabeça e numa perna, está convicta de que a mulher que foi dada como condutora "foi obrigada a isso", referiu ao CM Rui Brito, pai da vítima, que esteve ontem na GNR de Albufeira, de onde saiu pouco esclarecido.
"Só poderei ter acesso ao relatório dia 10 e só amanhã [hoje] é que posso falar com o militar que tomou conta da ocorrência. Acho tudo isto muito estranho e quero que seja apurada toda a verdade. Se era um guarda que ia a conduzir, ele que tenha a coragem de assumir o que fez", referiu Rui Brito ao CM.
Ana Brito foi levada ao Hospital de Faro. Tinha ferimentos na cabeça e pernas mas teve alta depois de um raio-X ocular. Em casa queixou-se de dores de cabeça e os pais levaram-na ao Hospital Particular do Algarve. "Encontraram buracos na cabeça e teve de ser suturada com cinco pontos. Como é que dão alta a uma pessoa com buracos na cabeça?", questiona a mãe. O Hospital de Faro diz que teve "a abordagem adequada à situação clínica".
O Renault Mégane só parou 100 m à frente do local do atropelamento. Questionado ontem pelo CM, o porta-voz da GNR informou apenas que a instituição "não vai, de momento, efectuar qualquer comentário".
A família de Ana, que sofreu vários traumatismos na cabeça e numa perna, está convicta de que a mulher que foi dada como condutora "foi obrigada a isso", referiu ao CM Rui Brito, pai da vítima, que esteve ontem na GNR de Albufeira, de onde saiu pouco esclarecido.
"Só poderei ter acesso ao relatório dia 10 e só amanhã [hoje] é que posso falar com o militar que tomou conta da ocorrência. Acho tudo isto muito estranho e quero que seja apurada toda a verdade. Se era um guarda que ia a conduzir, ele que tenha a coragem de assumir o que fez", referiu Rui Brito ao CM.
Ana Brito foi levada ao Hospital de Faro. Tinha ferimentos na cabeça e pernas mas teve alta depois de um raio-X ocular. Em casa queixou-se de dores de cabeça e os pais levaram-na ao Hospital Particular do Algarve. "Encontraram buracos na cabeça e teve de ser suturada com cinco pontos. Como é que dão alta a uma pessoa com buracos na cabeça?", questiona a mãe. O Hospital de Faro diz que teve "a abordagem adequada à situação clínica".
