Banhistas ignoram falésias em perigo


Uma semana depois da derrocada na praia Maria Luísa, no concelho de Albufeira - de que resultaram cinco vítimas mortais e três feridos -, muitos banhistas continuavam alegremente a encher as praias algarvias, indiferentes à tragédia.
"Não há problema, está tudo bem", responde um dos três holandeses instalados junto à base de uma outra arriba em risco na praia Maria Luísa, a cerca de 800 metros da derrocada. Nem 24 horas tinham passado do acidente. Cenário idêntico em várias praias algarvias ao longo da semana. Muitos banhistas prefiram manter-se à sombra junto das arribas, ignorando as placas de perigo de queda de pedras para desespero dos vigilantes dos areais, que nada mais podem fazer do que alertas...
O Ministério Público instaurou um processo-crime para apurar responsabilidades. O sector turístico, de uma forma geral, suspirou de alívio por não haver estrangeiros entre as vítimas, sobretudo britânicos, evitando assim maior eco a nível internacionais sobre o estado de vulnerabilidade da orla costeira. Enquanto isso, a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve (tutelada pelo Ministério do Ambiente) colocou no terreno, na terça-feira, três equipas de técnicos que vistoriaram 40 praias em quatro dias (texto ao lado).
Neste processo foram feitas algumas demolições pontuais - o que suscitou críticas dos ambientalistas. Na opinião do dirigente do Núcleo do Algarve da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Gonçalo Gomes, demolir falésias não é a medida mais adequada. "É a solução possível neste momento, que se compreende em função da tragédia e numa altura em que as pessoas exigem medidas concretas. A interdição, com a colocação de barreiras de algumas zonas das praias com falésias mais perigosas seria uma boa solução definitiva. Ao mesmo tempo, é preciso educar as pessoas para de uma vez por todas não ignorarem a sinalética de perigo nas falésias", disse ao DN o ambientalista. Já a Almargem, Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental, sediada em Loulé, lamenta a sobreocupação das zonas das falésias com construções pesadas, nomeadamente empreendimentos turísticos e moradias, e a consequente destruição da vegetação natural, com os riscos daí resultantes.
Excluída para já está o fecho total de praias no Algarve, numa altura em que se estuda a delimitação das zonas mais perigosas no areal com barreiras metálicas e baias para impedirem a circulação dos utentes junto a falésias em risco de derrocada. É que a colocação de fitas pode não ser suficiente. "Não consideramos a possibilidade de fechar praias por completo. Temos a convicção de que não existe nenhuma onde seja necessário fazer isso. Mas, no âmbito das avaliações em curso, poderá haver, em caso extremo, a necessidade de interditar algum areal, embora sempre parcialmente", disse ao DN Paulo Cruz, vice-presidente da ARH.
Os concessionários de apoios balneares receiam que possam ocorrer mais acidentes na região algarvia e lamentam ter sido ignorados há dez anos sucessivos alertas feitos pessoalmente a engenheiros da então Direcção Regional do Ambiente (agora ARH). "Foram bem avisados há dois ou três anos para o perigo de derrocada de arribas na Praia Maria Luísa, onde agora morreram cinco pessoas. Mas diziam que se tratava de "rochas sólidas, que não estão em perigo e isto não cai", lembrou ao DN o presidente da direcção da Associação dos Industriais e Similares de Concessões da Orla Marítima do Algarve (AISCOMA), Francisco Barbosa.
Na praia D. Ana, Lagos, Carlos Pacheco, nadador-salvador, foi insultado por banhistas que permaneciam junto a arribas quando os alertava para os riscos. Lembra que muitos arrancam placas e derrubam barreiras. Agora, já olham para cima e perguntam: "Como são as arribas nesta praia?"
JOSÉ MANUEL OLIVEIRA

Obikwelu roubado em 60 mil euros não apresenta queixa

Velocista viu desaparecer da sua conta bancária 60 mil euros desviados por um amigo e gestor do BCP. Atleta "só pensa em esquecer o caso"
Francis Obikwelu não quer nem ouvir falar do desfalque de 60 mil euros que sofreu por um seu amigo e gestor de conta na sucursal do Millennium BCP na Avenida do Brasil, em Lisboa. Contactado pelo DN, o velocista do Sporting, que se encontra já em férias na sua casa em Albufeira, no Algarve, depois da sua participação na estafeta de 4x100 metros no Mundial de atletismo em Berlim, ficou "surpreendido" por essa informação estar na comunicação social [24 Horas].

"Quero esquecer esse triste episódio da minha vida. Quando fui informado dessa situação pelo banco fiquei muito triste porque a pessoa [Nuno Gonçalves] era gestor das minhas contas, mas também meu amigo pessoal", adiantou ao DN o atleta que espera que "o banco assuma as suas responsabilidades".
"Fui chamado a tribunal [Agosto de 2008] e disse que não queria colocar ninguém em tribunal. Queria seguir a minha vida e esquecer o caso. Não vou morrer por causa desse dinheiro", acrescentou o atleta que agora vive em Albufeira. Entre 2005 e 2008, quando ainda se encontrava a viver em Madrid, o luso-nigeriano terá confiado a gestão das suas contas a esse amigo que era funcionário do banco. Durante esses três anos, Nuno Gonçalves, que inclusive abria a sua correspondência, tinha as chaves de casa e do carro do atleta, foi retirando verbas em pequenas quantias, que levou o próprio banco a detectar a fraude e a contactar o cliente. Nessa altura, o atleta, que se deslocou propositadamente a Portugal, foi confrontado com as várias transacções da conta sem a sua assinatura. O DN apurou que Obikwelu confiava ainda nesse amigo e terá assinado um documento assumindo essas transacções, não apresentando queixa porque Nuno Gonçalves lhe terá garantido que lhe pagaria faseadamente essa verba.
Todavia, ainda antes do banco ter dado por essas irregularidades, esse funcionário ter-se-á despedido para ir trabalhar para o Banco Santander. Apesar de uma auditoria interna na entidade bancária, o DN sabe que sem queixa do atleta, que acabou por assumir esses movimentos nas suas contas, e com o funcionário a exercer já em outro banco, será muito difícil este caso ter consequências judiciais.
Obikwelu, 31 anos, regressou definitivamente a Portugal depois dos Jogos de Pequim e irá competir pelo menos mais uma temporada assumindo compromissos com o Sporting e a selecção nacional.

Desidério Silva presente na tomada de posse dos Bombeiros Voluntários

Nova Estrutura de Comando assumiu funções. A Instituição é uma referência em matéria de segurança e protecção civil.

Os Bombeiros de Albufeira realizaram uma cerimónia de Tomada de Posse de dois membros de Comando. O Presidente da autarquia marcoupresença no evento, ao lado do Presidente da Associação, António Rosado.

Tomada de Posse BVA

Os Bombeiros Voluntários de Albufeira procederam à Tomada de Posse da Nova Estrutura de Comando, no passado dia 25 de Julho. Luís Zeferino assumiu o cargo de Comandante da Associação, enquanto António Coelho passou a desempenhar funções de 2.º Comandante.

A cerimónia foi presidida por Desidério Silva, que fez questão de desejar boa sorte à nova estrutura e deixar votos para que a Instituição continue a ser uma referência em matéria de segurança e protecção civil.

Formatura com entidades


Refira-se que a Câmara Municipal tem vindo a apoiar a Associação Humanitária, logística e financeiramente, representando uma mais valia para o bom funcionamento da mesma. Para o corrente ano, o Município concedeu uma comparticipação financeira no valor de 380 mil euros.

Algarve: arribas vedadas em várias praias

Algumas arribas das praias de Carcanes e Barranco das Canas, em Portimão, e das praias de Caneiros, dos Beijinhos e dos Tremoços, em Lagoa, foram vedadas pelas autoridades devido à sua perigosidade. «Delimitámos com fitas algumas arribas de quatro praias e alargámos o intervalo de segurança na Praia dos Tremoços, em Lagoa», disse à Lusa fonte da assessoria de imprensa da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve.
Para além das delimitações com fitas nas cinco praias de Portimão e Lagoa, a ARH adiantou também que a equipa que está no terreno reforçou a sinalética existente em várias praias do concelho de Portimão.
«Sexta-feira, os técnico vão avaliar o concelho de Lagos e vão ainda ser feitos reforços de sinalética em toda a zona avaliada ao longo da última semana», ou seja nas zonas de risco de Albufeira, Lagoa, Portimão e Lagos, acrescentou a mesma fonte da ARH.
A avaliação de especialistas da ARH das zonas de risco em arribas do Algarve surge na sequência da trágica derrocada na Praia Maria Luísa que vitimou cinco pessoas e fez três feridos na sexta-feira, dia 21.
Os técnicos da ARH delimitaram quarta-feira com fitas algumas zonas da praia de São Rafael, e na terça-feira, vedaram uma zona da praia de Olhos de Água (ambas em Albufeira).
A partir de quinta-feira será feito um reforço de sinaléctica através da colocação de placas de aviso nas praias da Coelha, onde Cavaco Silva passa férias, Evaristo e São Rafael, em Albufeira.
A ARH/Algarve iniciou terça-feira os trabalhos de avaliação das condições reais de risco em várias zonas prioritárias do litoral algarvio, num troço de costa que se estende por 45 quilómetros, e até ao momento delimitou arribas em pelo menos oito praias.

Anebe e GNR promovem acção 100% Cool em Albufeira

A GNR e a Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (Anebe) realizam amanhã, dia 28 de Agosto, a partir das 23 horas, em Albufeira uma acção 100%Cool, que visa sensibilizar os jovens para o consumo moderado de álcool.
A acção contará com a presença do governador civil do Distrito de Faro, tenente coronel Carlos Silva Gomes, e o secretário geral da Anebe, Mário Moniz Barreto. Segundo comunicado, «inserida numa acção de patrulhamento normal, elementos da GNR e da Anebe vão realizar testes de alcoolemia e atribuir prémios simbólicos aos condutores que registem taxas de alcoolemia de 0g/l».Os prémios 100%Cool (vales de gasolina da BP no valor de 25 euros) serão atribuídos aos primeiros 80 condutores, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, que registem 0g/l de álcool no teste de alcoolemia e transportem, pelo menos, mais dois amigos seguindo a filosofia subjacente ao conceito do «Condutor Designado 100%Cool».A inédita parceria com a GNR é a novidade da 7ª edição do 100%Cool promovida pela Anebe e conta também com o renovado alto patrocínio da Presidência da República. O 100% Cool, tem como público-alvo os jovens entre os 18 e os 30 anos e por objectivo sensibilizar os jovens para um consumo moderado de álcool.
A campanha de prevenção rodoviária difere em larga medida de muitas outras desenvolvidas no nosso país, pois procura evitar o lado repressivo, apostando antes na educação, motivação e responsabilização dos jovens para um consumo moderado de álcool.Os parceiros da 7ª fase do 100%Cool promovido pela ANEBE são, este ano, a Comissão Europeia, Ministério da Administração Interna, The European Forum for Responsible Drinking, Screenvision, BP e a GNR.
Veja o site: http://www.bebacomcabeca.pt/

Câmara de Albufeira anuncia criação de nova linha de transportes urbanos

Projecto prevê a ligação de Albufeira a Ferreiras e à Estação.
A Câmara Municipal de Albufeira vai criar uma nova linha de transportes urbanos no circuito Albufeira – Ferreiras – Estação de Caminhos de Ferro – Ferreiras - Albufeira. Em comunicado, a autarquia informa que este se trata de "um serviço que irá contribuir para aumentar a qualidade no acesso a todo o concelho".
"A ligação entre Ferreiras e Albufeira, com passagem pela Estação de Caminho de Ferro será, em breve, uma realidade", avança o executivo camarário. Actualmente, a Câmara Municipal de Albufeira encontra-se em conversações com a Empresa EVA Transportes, no sentido de ser desenvolvida uma parceria que vise criar um reforço nesta área. O objectivo da autarquia passa pela criação de uma linha própria, onde circularão dois autocarros que efectuarão paragens no Terminal Rodoviário, Parque de Campismo, Vale - Paraíso, Rotunda de Ferreiras e Estação de Caminhos de Ferro.
Com esta medida, a autarquia pretende melhorar as condições de mobilidade dos cidadãos que moram nesta Freguesia, a qual tem vindo a acolher um número significativo de novos habitantes nos últimos anos e, em simultâneo, criar condições para que o acesso ao concelho via comboio possa ser complementado de forma rápida e cómoda. O modelo a ser implementado incluirá ainda uma passagem pela Estação de Caminho de Ferro, a cada 30 minutos. O transporte fará ligação ao centro da Freguesia de Ferreiras e ao Terminal Rodoviário de Albufeira. Por sua vez, esta linha complementará a ligação às 4 linhas do Giro, em pleno funcionamento. Esta nova linha virá assim aliar-se ao Giro, que em 2008 transportou cerca de um milhão de passageiros em Albufeira.

Almargem critica ocupação das arribas algarvias com betão

No rescaldo da derrocada na praia Maria Luísa (Albufeira), na semana passada, a Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve – pede agora medidas para travar a ocupação das arribas do litoral e denuncia os três imobiliários previstos para o troço entre o Carvoeiro e a Srª da Rocha.
Quase todos os troços de litoral algarvio em risco “estão já fortemente ocupados por urbanizações, muitas delas em plena arriba, e nos quais surgem regularmente (ainda mais) novas construções”, alerta a associação em comunicado.As zonas que registam, anualmente, maiores derrocadas são o troço entre a Praia dos Três Castelos/Prainha e a Praia da Rocha (Portimão) e o troço entre Albufeira e Olhos de Água (entre a praia Maria Luísa/Torre da Medronheira e os Olhos de Água). “O único troço que ainda se apresenta parcialmente livre, entre o Carvoeiro e a Srª da Rocha (...), está agora na mira de promotores imobiliários”. Actualmente, segundo a associação, estão previstos dois projectos na zona do Farol da Alfanzina e na Praia do Benagil e um outro próximo da Srªa da Rocha (todos no concelho de Lagoa).A Almargem defende que as autoridades deviam assumir estas zonas “como de maior ou menor risco potencial” face à acção do mar e das marés, da chuva, das construções e da circulação de veículos. No entanto, “o suposto interesse superior da manutenção da imagem do Algarve continua a não deixar ressaltar a necessidade imperiosa de seriamente se definir zonas realmente de risco e, se necessário, interditá-las”.São consideradas insuficientes medidas como a demolição de todas as arribas instáveis ou soluções pontuais como a “betonização das arribas de Albufeira, há uns anos atrás”.“As construções que estão sobre as arribas, essas, lá continuarão, perante a indiferença das autoridades e do Ministério do Ambiente”.Ontem, a Administração da Região Hidrográfica do Algarve começou a verificar as condições reais de risco em várias zonas prioritárias do litoral algarvio. A ARH considera que as zonas mais vulneráveis se situam nos concelhos de Albufeira, Lagoa, Portimão e Lagos.

Risco na praia de Cavaco Silva

A praia de S. Rafael, em Albufeira, foi ontem vedada em quase toda a sua extensão com fitas protectoras, devido ao risco que apresentam as suas falésias instáveis, detectado na fiscalização desencadeada na véspera por equipas da Administração da Região Hidrográfica do Algarve. Cinco dias após a derrocada da rocha na praia Maria Luísa, no mesmo concelho, ter feito cinco mortos, soube-se que a praia da Coelha, onde o Presidente tem casa e está de férias, corre sério risco de derrocada.
As vistorias efectuadas pelos técnicos da Administração Regional Hidrográfica (ARH) do Algarve detectaram mais três praias com situações de perigo de derrocada das falésias. A arriba poente da praia Maria Luísa, a arriba da praia dos Olhos de Água e duas rochas instáveis na Praia da Oura, todas no concelho de Albufeira, foram as situações de perigo detectadas no primeiro dia de vistorias.
Na Praia da Oura as duas rochas detectadas foram ontem à noite alvo de uma derrocada controlada. As outras duas situações foram apenas sinalizadas.
Ontem, os quatro técnicos da Administração Regional Hidrográfica, dois geólogos e dois engenheiros civis, fiscalizaram todas as praias dos concelhos de Albufeira e Portimão, com excepção da praia da Rocha.
As vistorias vão prolongar-se até sexta-feira em cerca de quarenta praias entre Albufeira e Porto de Mós (Lagos), numa extensão de cerca de 45 quilómetros.
Em declarações ao Jornal de Notícias, Paulo Cruz, vice-presidente da ARH Algarve, declarou que é neste troço que "existem arribas que, pela sua constituição, têm um grau de risco maior".
Paulo Cruz sublinhou que estas vistorias "numa primeira fase vão fazer uma avaliação essencialmente visual".
"Pela análise visual é possível detectar se há blocos instáveis ou fendas recentes não conhecidas", acrescentou.
No entanto, o vice-presidente da ARH Algarve garante "que após a avaliação das condições de risco serão tomadas as medidas adequadas para salvaguardar a integridade dos banhistas".
"A solução pode passar pela colocação de barreiras físicas, pela remoção ou desmonte das rochas instáveis ou mesmo pela interdição parcial ou total de algumas praias, caso o risco seja elevado", rematou.
O jornal refere ainda que algumas das praias agora vistoriadas, "como a praia Dona Ana (Lagos), Castelo (Albufeira) Carianos e Três Castelos (Portimão) já estavam identificadas como zonas em risco de ruína no Plano de Acção do Litoral para 2009/2013".
Entrevista da TSF com Valentina Calixto, presidente da Administração Hidrográfica do Algarve

Informação sobre a gripe A(H1N1)

Comunicado da Câmara Municipal de Albufeira

Na passada 6ª feira, 21 de Agosto, a Praia da Maria Luísa, situada no concelho de Albufeira, foi palco de uma imensa tragédia. O desmoronamento de parte de uma das falésias que rodeiam o areal, provocou um acidente de gravíssimas consequências e que resultou num total de 5 vítimas mortais, além de 3 outras que escaparam com vida.

Todo este triste acontecimento foi acompanhado a par e passo pela comunicação social, pelo que estou em crer que os pormenores de todo este acidente, bem como os esforços colocados no local pelas diferentes forças de intervenção e salvamento, foram ampla e devidamente difundidos.
Nesta fase em que os trabalhos de salvamento foram dados por terminados, o Município de Albufeira entende expressar publicamente uma nota de profundo pesar dirigida a todos os familiares das vítimas, particularmente, aquelas que aqui perderam a vida. Não tenho dúvidas de que, o pesar e a solidariedade de todos os albufeirenses, estão com eles. Por ser um acontecimento que registamos com enorme mágoa decidimos, ainda ontem, cancelar todas as actividades agendadas para este fim-de-semana.
Uma segunda palavra para todos aqueles que, no terreno, deram uma resposta à altura, no sentido de minorar os efeitos deste dramático acidente. As equipas de salvamento, todas elas, merecem uma palavra de enorme reconhecimento. Pelo profissionalismo, pela entreajuda, pela capacidade de trabalhar em conjunto para levar a cabo esta missão.
Quem esteve no terreno apercebeu-se da dificuldade e delicadeza desta operação, mas também da firmeza e determinação dos Bombeiros, da Protecção Civil, dos Nadadores Salvadores, do INEM, dos funcionários da autarquia e de todos os que estiveram envolvidos nesta operação.Uma terceira palavra para todas as entidades que gerem as nossas praias. Haverá um tempo em que será necessária uma profunda reflexão acerca do sucedido. Da nossa parte, estamos disponíveis, como sempre estivemos, para trabalhar de forma sustentada e pragmática, no sentido de contribuir para que a Segurança das nossas praias continue a ser uma das nossas marcas mais estimadas. Sabemos o limite das nossas competências mas, ainda assim, entendemos que esta palavra é importante.

24 de Agosto 2009

Ministro recusa negligência em derrocada

Os técnicos da Administração Regional Hidrográfica do Algarve (ARH) estiveram na falésia onde se deu uma derrocada que matou cinco pessoas esta sexta-feira na Praia Maria Luísa, em Albufeira. Quem o disse foi o ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, que salientou que não foi identificado qualquer risco iminente e que a «negligência» não está entre as causas do acidente.
O governante apontou que «a arriba estava identificada como de risco potencial», porém, a avaliação não apontava para que pudesse acontecer «um acidente a curto prazo».
«Falta agora saber o que aconteceu na última semana para provocar a queda da arriba», disse o ministro, citado pela Lusa, anotando que tanto o sismo da passada terça-feira como a forte ondulação recente serão dados a estudar. Assegurando ainda que será feita uma «investigação rigorosa».
Algo que Nunes Correia garantiu é que «não houve negligência». «Quero tranquilizar os que passam férias no Algarve que a ARH está a vistoriar de novo situações de risco como já tinha feito no início da época balnear e na última sexta-feira», frisou.

INAG diz que derrocadas são «imprevisíveis»

Acidentes como o que aconteceu esta sexta-feira na Praia Maria Luísa, em Albufeira, são «imprevisíveis», disse o presidente do Instituto Nacional da Água (INAG), Orlando Borges. Valentina Calisto, directora da Direcção Regional Hidrográfica do Algarve (ARH), apontou que a zona onde se verificou derrocada não apresentava risco iminente.
«Estes são processos de enorme complexidade e há muita imprevisibilidade neste tipo de fenómenos», disse aos jornalistas Orlando Borges, citado pela Lusa, durante o acompanhamento dos trabalhos de resgate.
No local, uma placa avisava para o perigo. Questionado se esta era um medida suficiente, o responsável do INAG respondeu: «Se fosse ontem diria que sim, hoje, obviamente, que não foram».
Valentina Calisto, cuja entidade que dirige é responsável pela fiscalização do litoral, salientou que na praia onde se deu a incidente «não havia risco de iminente derrocada».
A directora da ARH explicou que as causas ainda estão a ser avaliadas. Porém, salientou que há quatro dias se registou um sismo na região.

O último dia do "menhir" da praia Maria Luísa

O «menhir» que vai deixar de ser o ex-líbris da praia Maria Luísa
O «menhir» que vai deixar de ser o ex-líbris da praia Maria Luísa
José Pedro Castanheira

Hoje, domingo, 23 de Agosto, é o último dia do "menhir" da praia Maria Luísa. O enorme rochedo, que tinha uma forma muito semelhante aos famosos pedregulhos transportados pelo herói da banda desenhada Obélix, vai hoje abaixo, depois de, na última sexta-feira, ter desabado parcialmente, arrastando consigo cinco mortos e três feridos. Ontem, numa breve inspecção ao estado do rochedo, o vice-presidente da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve, Paulo Cruz, deu a sua sentença.

A rocha irá ser parcialmente destruída, com o recurso a três máquinas - muito provavelmente as mesmas que, no dia 21, tentaram desesperadamente libertar os corpos esmagados sob pedregulhos de muitas toneladas.

O responsável da ARH disse que tudo será feito para que não seja necessário destruir por completo aquela rocha. Qualquer que seja o resultado desta "intervenção" das máquinas e dos homens, o rochedo não mais terá a forma de um menhir.

A inclinação e o volume do rochedo fazem lembrar a Torre de Pizza
A inclinação e o volume do rochedo fazem lembrar a Torre de Pizza
José Pedro Castanheira

Um rochedo diferente todos os anos

Aliás, o rochedo assassino só há muito poucos anos assumiu a forma de um menhir plantado no extremo Leste da praia Maria Luísa. Nos últimos trinta ou quarenta anos, a sua forma e configuração foi-se alterando, ao sabor de agentes tão poderosos e incontroláveis como as marés e as ondas, os ventos, a chuva, o calor, os sismos. Sem esquecer o homem, esse elemento que, por actos e omissões, consegue por vezes produzir efeitos superiores a todos os elementos naturais juntos...

Quase todos os anos o rochedo aparecia diferente aos olhos dos banhistas e do pessoal que trabalha e vive nesta praia, sempre tão bela, segura e tranquila, a ponto de ter sido escolhida pelo célebre Clube Med para se instalar em Portugal.

Tempos houve em que foi uma espécie de enorme gruta, que fazia as delícias das crianças, mas também de pares de namorados. Depois, as paredes laterais foram cedendo, dando lugar a uma espécie de dupla arcada, que fazia a ligação do rochedo à falésia. Essas arcadas- uma para Norte, outra para Leste - acabavam por lhe dar alguma protecção e resistência. Mas também as arcadas cederam. Os técnicos ambientais saberão ao certo quando e porquê. Uma das arcadas acabou mesmo por ser destruída por acção do homem - e com razão, já que poderia desabar a todo o momento. Só que aquelas duas arcadas acabavam por escorar o rochedo, que, de repente, deixou de ter qualquer suporte lateral.

Inclinada como a Torre de Pizza

No princípio deste Verão, nos feriados de Junho, o "menhir" lá estava: estranho na sua forma, enorme nos seus 12 ou 15 metros de altura, belo e altivo - mas claramente ameaçador. Ligeiramente inclinado para o mar, fazia lembrar aos mais imaginativos, a Torre de Pizza. A base estava a ser continuamente erodida por ondas e marés.

De tal forma que, para além das placas - que ainda lá estão, do Instituto de Socorros a Náufragos -, havia uma vedação em todo o perímetro, com uma fita plástica vermelha e branca, a "interditar" a passagem de pessoas. A fita era - é! - a prova insofismável que o rochedo representava um risco (apenas potencial? Já iminente?) para quem passasse por perto.

Em conversas que então tive com os concessionários da praia, com nadadores-salvadores e outras pessoas cuja vida se confunde com a da praia, era manifesta a preocupação e o receio. Houve mesmo quem propusesse a resolução imediata do problema com um pequeno petardo na base do "menhir" e uma explosão devidamente controlada - desde que autorizada...

As flores ontem depositadas na praia Maria Luísa não fazem esquecer os cinco mortos
As flores ontem depositadas na praia Maria Luísa não fazem esquecer os cinco mortos
José Pedro Castanheira
A culpa vai morrer solteira

O desfecho é conhecido - e só há que dar graças a Deus por não ter havido mais vítimas mortais, tal o número de banhistas que este Agosto acorreram à praia, batendo seguramente todos os recordes de afluência.

Muito provavelmente, e ao contrário do que aconteceu com a queda da ponte de Entre-os-Rios, na Maria Luísa a culpa vai morrer solteira. O ministro do Ambiente, Nunes Correia, apressou-se a dizer, logo no dia da tragédia, que não tinha havido qualquer "negligência" dos seus serviços. As responsabilidades estão todas a ser direccionadas para o sismo que no dia 19 se fez sentir no Algarve - e que, com uma magnitude de 4,2 na Escla de Richter, muito provavelmente deixou as suas marcas no rochedo.

O maior acidente do género


Amanhã, segunda-feira, quando os banhistas voltarem à sua praia de eleição, ela estará bem diferente. Em vez do "menhir" colossal, e seu ex-libris, vai estar uma rocha igual a tantas outras da costa algarvia. Certamente - e felizmente - que mais segura. A Maria Luísa ainda estará de luto algum tempo, porventura sem bandeira azul e com as duas bandeiras nacionais a meia-haste. O tempo ajudará a curar feridas. Mas era muito importante que a tal culpa - de quem quer que seja -, não voltasse a morrer solteira, como quase tudo neste país de fatalidades... Tratou-se, tão somente, do maior acidente do género de que há registo em Portugal. E que custou cinco vidas.

José Pedro Castanheira

Derrocada provoca 5 mortos na Praia Maria Luisa



Estão concluídas as buscas na praia Maria Luísa, em Albufeira, no Algarve. Está confirmada a morte de cinco pessoas e as autoridades admitem retomar os trabalhos caso se perceba que há mais alguém desaparecido. Praia mantém-se aberta até domingo, altura em que será demolida a parte da arriba que não caiu. As buscas foram terminadas porque "toda a área onde caíram os desprendimentos da arriba foi batida e não deve haver mais vítimas no local", disse Marques Pereira, que comanda as operações. Segundo o responsável, a hipótese de a maré ter levado um corpo "foi acautelada" porque "foi feito balizamento no mar com redes".
A área onde ocorreu a derrocada, de acordo com o comandante Marques Pereira, vai ficar interdita até domingo, altura em que será demolida a parte da arriba que não caiu. A zona balnear vai continuar aberta.

As vítimas são: um homem de 60 anos, que faleceu a caminho do hospital, uma mulher de 38 anos que estava em estado crítico no Hospital de Faro e mais três mulheres que estavam soterradas, duas delas com menos de 25 anos e outra na casa dos 50, segundo fonte do Inem.
Entre as cinco vítimas mortais, precisou o comandante da Protecção Civil de Faro, Vaz Pinto, encontrava-se um homem que morreu no transporte para a ambulância devido a um problema cardíaco, um mulher que faleceu no hospital, para onde foi transportada gravemente ferida, e três corpos do sexo feminino resgatados debaixo dos escombros da arriba.
O responsável do INEM do Algarve, Richard Glied, garantiu que as vítimas que ficaram soterradas "não tinham hipótese de sobrevivência", mesmo que tivessem sido assistidas com todos os meios logo após o acidente.
Richard Glied deu assim a entender que estas três vítimas, todas mulheres, morreram devido aos ferimentos provocados pela derrocada.
No hospital de Faro, está um homem de 24 anos, não 35 anos como inicialmente havia sido avançado, que foi operado a uma das pernas, mas não corre risco de vida. Há ainda mais dois feridos ligeiros.
No segundo briefing, desde o acidente, o comandante das operações (CDOS), Vaz Pinto, admitiu que "há alguma dificuldade devido à maré".

"Um dos doentes graves que foi para Faro, uma senhora, também morreu", elevando para duas as vítimas mortais até ao momento", reconheceu o director regional do INEM, Richard Glied.
O comandante Vaz Pinto já havia admitido que os corpos estavam num local "em que as condições de sobrevivência são reduzidas", e onde se encontravam desde que caiu a arriba às 11:50.
Segundo um relato no local , logo nos primeiros minutos após a derrocada, um cidadão espanhol foi resgatado com vida de entre as rochas da falésia que se soltaram, não veio a confirmar-se.
Perigo na falésia
O presidente da Câmara de Albufeira, Desidério Jorge Silva, garantiu que no local existia um sinal, bastante visível, a alertar para o perigo da falésia.
Máquinas retroescavadoras e equipamentos pesados estão a auxiliar nas buscas e na contenção das arribas, disse à Lusa o comandante Marques Pereira, da Capitania de Faro.
"Estão no terreno elementos da protecção civil, da Autoridade Marítima, dos Bombeiros, do INEM" a dar apoio aos feridos e a avaliar toda a situação.
No local estão seis ambulâncias, duas VMER e uma viatura de intervenção em catástrofes.
De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), o Presidente da República está no local do acidente bem como o secretário de Estado da Protecção Civil, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira e o Comandante de Operacional Distrital de Socorro de Faro.
A derrocada gerou algum pânico, uma vez que o incidente aconteceu às 11h50 quando a praia está habitualmente com muita gente.


O balanço final do acidente, de acordo com o comandante distrital de operações de socorro de Faro, Vaz Pinto, é de cinco mortos, dois feridos ligeiros e um grave. Os mortos, segundo Vaz Pinto, são de nacionalidade portuguesa e as autoridades concentram-se agora na sua identificação por familiares.

Pavilhão Desportivo de Olhos de Olhos de Água inaugurado no Dia do Município

No dia em que a Albufeira completou 505 anos desde a entrega da Carta de Foral por D. Manuel I, a 20 de Agosto, o Município assistiu à inauguração de mais um equipamento desportivo do concelho.
O Pavilhão Desportivo de Olhos de Água abriu assim as portas ao público, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara, membros do executivo, do presidente da Junta de Freguesia, tal como associações e clubes locais, entre outras entidades. Esta infra-estrutura, que ocupa cerca de 3 mil m2 é composto por dois pisos e três áreas distintas e independentes. Situado próximo do caminho das Açoteias, na direcção da Praia da Falésia, representa um investimento que ronda os dois milhões e duzentos mil euros, sendo que a intervenção incluiu a criação de circuitos de manutenção, zonas de estadia, percursos alternativos, parque infantil e zonas de estacionamento, com capacidade para cerca de 120 viaturas. O projecto está contemplado com a Certificação Energética e Qualidade do Ar, permitindo a sua renovação e evitando desperdícios energéticos. Segundo a autarquia, por cada árvore retirada foram plantadas três novas, preservando o meio ambiente circundante.
O novo Pavilhão permitirá a realização de actividades desportivas como o basquetebol, andebol, futsal, desportos de combate, ginástica elementar e avançada a nível nacional e internacional. A área destinada ao público é composta por cinco patamares, tendo capacidade para 440 lugares, 5 adaptados a pessoas com mobilidade reduzida. “Este foi um projecto especialmente trabalhado para este local que vem valorizar toda a zona, criando aqui uma série de valências desportivas de grande qualidade e que estará ao serviço de toda a população” salientou Desidério Silva. Para o autarca, é muito importante que as associações e clubes do concelho tenham um espaço condigno para desenvolver o seu trabalho, especialmente no que diz respeito à formação dos jovens. Para assinalar a inauguração, dois clubes juvenis do concelho disputaram uma partida de futsal, estreando o equipamento que estará ao seu dispor já nesta época desportiva.
O Grupo Desportivo e Recreativo de Olhos de Água recebeu o Albufeira Futsal, empatando por uma bola este amigável jogo. O Pavilhão Desportivo de Olhos de Água está incluído na rede de pavilhões prevista para o concelho, que inclui ainda novos equipamentos em Albufeira, que se encontra em construção, Ferreiras e Guia.

Descontos e propostas no turismo sénior

Seniores têm programas específicos e com promoções no campo, montanha ou praia Adaptando gostos e preferências, muitas empresas do ramo turístico apostam no mercado que envolve o turismo sénior. As sugestões vão para passeios, diversões e ocupações especialmente pensadas para seniores, porque "velhos são os trapos".

Nos Jardins Vale de Parra, em Albufeira, os descontos para os maiores de 65 anos podem atingir os 20%. Situado entre a marina de Albufeira e o campo de golfe dos Salgados, este aldeamento turístico tem bar, esplanada, piscina de água salgada e animação nocturna, nos meses de Verão.
O Hotel & Spa Alfândega da Fé tem um programa exclusivo para seniores. É "para quem tem mais de 60 anos, tem espírito jovem e adora viver a cores!". Este programa de turismo sénior, com regime de pensão completa, é dirigido a um público de espírito jovem, maior de 60 anos, que pode viver um conjunto de actividades e momentos de relaxamento. O programa "Viver a Cores" está disponível de segunda a sexta-feira e providencia actividades indoor com a piscina aquecida, ginásio, hidromassagem interior, banho turco, sauna e salão de jogos. Nas actividades ao ar livre, o hotel sugere um passeio pela aldeia e lanche com tábua de enchidos da região, visita à Empresa de Desenvolvimento de Alfândega da Fé e prova de doce típico - o Rochedo - e termina com um café no Centro Cultural. Os jogos tradicionais, passeios pedestres, passeios de burro, todo-o-terreno, tiro ao arco, besta e zarabatana são outras das sugestões.
A Quinta da Ramalha é aberta a todas as idades, mas destaca que tem um programa de turismo sénior. Diz no site que se situa "num local paradisíaco e sossegado para que possa gozar a sua reforma ou simplesmente passar umas férias sem preocupações, pois as estadias poderão ser permanentes ou sazonais".
Em Santa Comba Dão, na encosta da serra do caramulo, o Hotel Rural Quinta dos Bispos promove programas seniores, em certas alturas do ano. Tem também programas de ecoturismo, agricultura biológica, percursos pedestres e hipismo, entre outras actividades.
SUSANA RIBEIRO

Pescadores de Albufeira recebem novos armazéns

O Instituto Portuário dos Transportes Marítimos (IPTM) entregou recentemente à comunidade piscatória de Albufeira 32 armazéns de aprestos., localizados na área terrestre do novo porto de pesca.Esta infra-estrutura, que será brevemente inaugurada, é considerada uma referência nacional relativamente ao projecto de arquitectura das suas estruturas marítimas e de apoio em terra.
No novo porto de pesca destacam-se, para além das 32 unidades destinadas a armazéns de aprestos, os edifícios do porto e a oficina de reparação naval, as infra-estruturas de descarga de peixe, bem como as infra-estruturas de saneamento básico e de comunicações, posto de informação, grupo gerador e pau de carga.
Na envolvente, foram ainda realizados trabalhos de estabilização da falésia, os acessos viários, pedonais, estacionamentos e zonas verdes.
No que se refere a infra-estruturas marítimas, o porto está dotado de quatro pontões flutuantes com cais de descarga, acostagem e abastecimento num total de 60 metros e quadra de bóias de amarração.
Os trabalhos relativos à construção das infra-estruturas marítimas do Porto de Pesca de Albufeira tiveram um investimento de 6,4 milhões de euros.
Já as obras das infra-estruturas terrestres contabilizam um investimento total de mais de 2,4 milhões de euros, sendo que cerca de 1,2 milhões de euros são comparticipados pelo programa comunitário MARE.
A conclusão da segunda fase do projecto inclui ainda rede wi-fi, disponibilizando gratuitamente o acesso à Internet, um serviço inédito neste tipo de infra-estruturas.

Autarquia implementa Plataforma Electrónica de Contratação Pública

Sessão de Esclarecimento no dia 19 de Agosto, pelas 09h30, na Sala de Reuniões da Câmara Municipal.

Todos os procedimentos contratuais por parte da autarquia passam a ser efectuados de forma mais rápida e eficaz. A Plataforma Electrónica de Compras Públicas vem facilitar os procedimentos entre a Câmara Municipal e os seus fornecedores, que podem agora solicitar e receber propostas à distância de um clique.O Município de Albufeira ao aderir à Plataforma Electrónica de Contratação Pública, pretende racionalizar os gastos, desburocratizar os procedimentos públicos e generalizar a utilização dos meios tecnológicos de suporte às compras públicas.Os processos aquisitivos serão assim desmaterializados, ou seja, todos os tipos de procedimentos, desde ajustes directos a concursos públicos, passarão a ser efectuados através de suporte electrónico (via Internet).
A aquisição ou locação de bens móveis ou serviços abrange áreas tão diversas, como comunicações, equipamento informático, material de escritório, veículos e combustíveis rodoviários, energia, vigilância e segurança, entre outros.Através da Plataforma Electrónica de Compras Públicas, denominada www.compraspublicas.com, o Município passará a divulgar as ofertas de contratação, bem como a solicitar e receber propostas enviadas pelos fornecedores. Para isso, é necessário que todas as entidades que estabelecem relações comerciais com a autarquia de Albufeira, adiram ao sistema através do acesso à plataforma www.compraspublicas.com e posterior inscrição como fornecedor em Registo de Fornecedores: https://www.compraspublicas.com/?a=inscricaoFornecedor
Esta aposta na inovação torna o processo mais célere, eficiente e com menores custos para ambas as partes. Para que possa ver as suas dúvidas dissipadas, convidamo-lo a participar na Sessão de Esclarecimento a ter lugar no dia 19 de Agosto, pelas 9h30, na Sala de Reuniões da Câmara Municipal.Refira-se que todos os fornecedores que não disponham de meios informáticos ou necessitem de apoio na utilização da Plataforma Electrónica, receberão instruções por parte da autarquia para que possam participar com sucesso em todos os procedimentos aquisitivos.

Regras para Empregados de hotéis e restaurantes


Com o aumento acentuado de casos de infectados no Sul, as unidades hoteleiras estão a adoptar normas de prevenção rigorosas para os funcionários. Há medidas desde tirar a temperatura aos empregados até à obrigação de tomarem duche antes de entrarem ao serviço.

Tirar a temperatura quando se pica o ponto vai passar a ser rotina para os funcionários do restaurante Adega da Marina, em Lagos, para garantir que ninguém vai trabalhar com gripe A (H1N1). E para os empregados dos hotéis do grupo Pestana já é obrigatório tomar duche antes de entrar ao serviço. Na unidade do grupo Borda d'Água, em Albufeira, há ordens para os empregados fazerem vénias aos clientes, para evitar apertos de mãos. Três exemplos das medidas rigorosas que alguns restaurantes e hotéis algarvios já estão a adoptar, sobretudo junto dos funcionários, para combater a epidemia. Isto porque o Algarve é neste momento a região mais afectada do País.

Jaime Maximiano, um dos proprietários da Adega da Marina, tem tudo preparado para começar a medir a temperatura dos mais de 40 funcionários. "Esperava começar a fazê-lo em Setembro, porque esta é uma altura com muito movimento, mas se calhar sou obrigado a antecipar a medida", explicou ao DN. O restaurante tem também balneários para os empregados tomarem duche antes de entrarem ao serviço. Uma prática que foi também adoptada em vários hotéis.

Pedro Lopes, da administração do grupo Pestana, explica que o "pessoal toma duche antes de começar a trabalhar". Todos tiveram também formação e acesso a um manual para saberem o que fazer se aparecer um caso: que tipo de máscara usar e como isolar o hóspede. Nos quartos, há folhetos sobre a gripe em várias línguas.

Outras medidas passam por mudar comportamentos simples: na unidade do grupo Borda d'Água, em Albufeira, "o habitual aperto de mão foi substituído por uma vénia", diz José Fontainhas, responsável do grupo. "Os funcionários têm instruções para se anteciparem, mas se o cliente estender a mão não recusarem", adianta o responsável, acrescentando que nesse caso as regras impõem que "em seguida os empregados lavem as mãos".

Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, salienta que "desde que a pandemia foi declarada, os hotéis começaram logo a trabalhar para dar informação" e formação. Por outro lado, regista com agrado que a pandemia parece não estar a ter "qualquer influência na actividade turística", já que as unidades hoteleiras apresentam boas taxas de ocupação.

Mário Carreira, da Direcção-Geral de Saúde (DGS), admite que o Algarve é a área do País com mais casos nos últimos dias. E, mais preocupante, aquela em que há mais doentes que não sabem como contraíram o vírus H1N1. "Metade dos casos em que não se sabe quem transmitiu o vírus ao doente acontecem no Algarve e os que acontecem no resto do País são geralmente em pessoas acabadas de regressar do Algarve", adianta.

O médico lembra que a concentração de pessoas na região, que entre Julho e Setembro triplica a população residente, chegando ao milhão e meio, e a presença de muitos turistas britânicos e espanhóis, que trazem a doença, são factores que contribuem para esta situação.

Até 18 de Julho, os doentes do Sul do País eram transferidos para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Só a partir daí, o Hospital de Faro começou a atender e internar infectados. Até final do mês tinham sido atendidos apenas 24 casos. Agora, só nos primeiros cinco dias de Agosto foram atendidos 33. E, apesar de o ministério ter deixado de revelar pormenores sobre os casos, Mário Carreira garante que este número tem continuado a crescer.

Por isso, as autoridades de saúde resolveram abrir um serviço de apoio à gripe (SAG), dedicado exclusivamente ao atendimento de casos suspeitos de gripe A, no Centro de Saúde de Loulé. A unidade começou a funcionar no início da semana e tem tido tanta procura que tem ficado aberta até às 04.00 e 05.00 da madrugada. Ontem, abriu outro SAG em Portimão e até ao final da semana vão abrir em Tavira, Albufeira, Lagoa e Silves - zonas com maior número de turistas.

Por outro lado, o epidemiologista Mário Carreira está convencido de que ainda não há transmissão sustentada na comunidade. "Porque se já houvesse teríamos mais crianças entre os infectados e a maior parte dos doentes são jovens, que saem mais, e porque ainda não há aglomerados locais", explica.

Municípes recebem subsídio de arrendamento

Autarquia apoia famílias carenciadas, que poderão receber um subsídio até 60% do valor da renda mensal, consoante a sua situação económica.

Os agregados familiares com dificuldades económicas que se candidataram ao Subsídio de Arrendamento, começam agora a receber uma comparticipação financeira da Câmara Municipal para ajudar no pagamento da renda das habitações. A Câmara Municipal de Albufeira encontra-se a receber e a avaliar as candidaturas dos seus munícipes ao Subsídio de Arrendamento. As famílias pertencentes a estratos sociais desfavorecidos têm recorrido a esta medida social como forma de receber apoio económico para pagar as rendas das suas casas. O Subsídio destina-se às famílias que residem no concelho há, pelos menos, cinco anos, e que vivem em situação de grande precariedade habitacional. Os arrendatários que não possuam habitação própria e cujo rendimento mensal per capita do agregado familiar seja inferior ao constante em Regulamento podem apresentar a sua candidatura na Divisão de Assuntos Social da Câmara Municipal de Albufeira.
Esta medida, no âmbito da política social da autarquia, constitui um complemento à habitação social municipal, pretendendo apoiar as famílias que se encontram em maior fragilidade económica, combater a exclusão social e contribuir para a dinamização do mercado de arrendamento, também ele afectado pela conjuntura actual de crise. Estima-se que no primeiro ano sejam abrangidas cerca de 200 famílias, que poderão receber um subsídio até 60% do valor da renda mensal, consoante a sua situação económica.

Linhas de alta tensão passam a subterrâneas

As linhas aéreas de 60 KV na zona do Alto dos Caliços em Albufeira vão passar a linhas subterrâneas, segundo avança fonte da Autarquia local, depois de protocolo estabelecido com a EDP com vista a execução da obra.

O projecto vai requerer da parte da Autarquia um investimento na ordem dos 3 milhões de euros, enterrando linhas de alta tensão numa extensão de aproximadamente 1600 metros de vala.

A Câmara diz que o objectivo da intervenção é “melhorar as condições de fornecimento de energia eléctrica no concelho e evitar a exposição da população aos campos electromagnéticos gerados pelas linhas aéreas de alta tensão”.

A obra vai realizar-se em duas fases. A primeira decorre em simultâneo com a obra de requalificação da E.N. 395, aproveitando a intervenção para colocar os cabos necessários.

A segunda fase tem início no segundo semestre de 2011, com conclusão prevista para 2012, após as obras de terraplanagem da Rua Paul Harris, também alvo de requalificação.

O protocolo foi aprovado em reunião de Câmara de dia 4 de Agosto, e está em agenda na próxima Assembleia Municipal.

Ressonância magnética já é possível em Albufeira


A partir de agora, é possível realizar ressonâncias magnéticas no concelho de Albufeira, na clínica Radiologia de Albufeira. Com a disponibilização deste exame, a clínica vem preencher uma lacuna verificada há muito tempo, no centro do Algarve, uma vez que, até agora, a realização de ressonâncias magnéticas – cuja procura é cada vez maior – só era possível em Faro e em Portimão.
Segundo Paula Marante, médica radiologista e uma das responsáveis pela clínica, “a introdução da ressonância magnética na Radiologia de Albufeira constituiu um grande investimento, contribuindo, igualmente, de uma forma positiva para o desenvolvimento do concelho de Albufeira.”.
A ressonância magnética é um exame de diagnóstico bastante avançado a nível tecnológico e muito útil para o estudo e a observação de diversos órgãos do corpo humano. Utiliza um campo magnético e ondas de radiofrequência que permitem a visualização dos órgãos e estruturas internas, aproveitando as propriedades naturais no corpo humano.
“Para muitas patologias, a ressonância magnética é considerada o exame com maior capacidade diagnóstica, desempenhando um papel fundamental na detecção precoce de inúmeras patologias ou lesões”, adianta a responsável.

3ª Mostra de Artesanato Marina de Albufeira


A 3ª Mostra de Artesanato da Marina de Albufeira, regressará ao Passeio do Ouro, entre os dias 7 e 16 de Agosto, onde o mar se junta com os sabores e corres tradicionais Algarvias.
Do barro, à madeira, dos produtos executados em linho, passando pela bijutaria e trapilho, bordados, artes decorativas ou produtos agro-alimentares,até aos doces regionais e medronho, muito será o que pode ver e saborear nesta montra regional. Outro dos motivos de interesse é a área da náutica, onde o visitante pode apreciar e experimentar as últimas novidades da náutica de recreio.
Passeios em mini-comboio ao redor da marina, segways, actividades de expressão plástica, pinturas faciais, modelagem de balões, insufláveis e outras surpresas também vão estar disponíveis para os mais novos.
O certame que virá animar as noites da marina, vai funcionar com entrada livre, entre as 19:00 e as 24:00 horas.

Organização: Marina de Albufeira

Apoio: Câmara Municipal de Albufeira, CCMAR, Zoomarine, Mutua dos Pescadores, MYCA

Obra da ribeira de Albufeira já está legalizada pela ARH

As soluções encontradas pela Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve e pela Câmara de Albufeira para licenciar a intervenção na ribeira, junto a uma das entradas principais da cidade a EN 395, são baixar a cota final da linha de água, criar bacias de retenção, mudar a vegetação das margens e implantar comportas automáticas.
A obra, que prevê a colocação de manilhas para conduzir a água por túneis, enterrados no solo, tinha sido embargada em Fevereiro, tal como revelou o «barlavento». Entretanto, o processo foi legalizado, após a ARH ter avaliado o projecto que foi alterado pela Câmara, conforme as indicações daquela entidade algarvia.Contactado pelo «barlavento», Desidério Silva, presidente da Câmara de Albufeira, explicou que «o processo está desbloqueado há quase um mês. Tivemos que baixar a cota final [dos túneis], colocar um sistema automatizado de comportas e fazer três bacias de retenção» a montante na ribeira, acrescentou. Por outro lado, fonte da ARH revelou que «será necessário naturalizar as margens, através da plantação de outra vegetação».Mas a questão que gerou mais dúvidas foi a probabilidade de inundações naquele local. A ARH garantiu, contudo, que as «cheias, inclusive as centenárias, foram acauteladas. Os técnicos dizem que, tomando estas medidas, não há riscos de inundações».No local, o «barlavento» viu que as manilhas, numa extensão de 700 metros, já estão colocadas, tendo sido tapada parte da ribeira. As obras de requalificação da estrada e da zona envolvente «devem terminar até ao final deste ano», sublinhou Desidério Silva.
Ana Sofia Varela

Desfile 'Albufeira vai a Banhos'


A moda está de regresso a Albufeira, na próxima sexta-feira 7 de Agosto. Integrado nas comemorações dos 10 anos do Museu Municipal de Arqueologia, este desfile de trajes de banho de outros tempos encerra muitas surpresas.Os cerca de 30 bikinis e fatos-de-banho, da autoria do conhecido estilista Dino Alves, começam a desfilar pelas 22h00. A apresentação do espectáculo fica a cargo da actriz Inês Castelo Branco. A passarela vai receber cerca de 15 manequins, entre os quais o actor Sysley Dias e a actriz Mafalda Pinto. O Museu oferece ainda uma exposição de imagens inéditas de algumas figuras famosas que passaram por Albufeira, como a cantora Bonnie Taylor, o arquitecto Óscar Niemeyer ou o cantor Cliff Richard. Esta é uma mostra sobre a evolução dos trajes de banho, que contempla um espaço à área audiovisual.