Almargem critica ocupação das arribas algarvias com betão
Posted on 8/27/2009 by TVA TV ALBUFEIRA ONLINE
No rescaldo da derrocada na praia Maria Luísa (Albufeira), na semana passada, a Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve – pede agora medidas para travar a ocupação das arribas do litoral e denuncia os três imobiliários previstos para o troço entre o Carvoeiro e a Srª da Rocha.
Quase todos os troços de litoral algarvio em risco “estão já fortemente ocupados por urbanizações, muitas delas em plena arriba, e nos quais surgem regularmente (ainda mais) novas construções”, alerta a associação em comunicado.As zonas que registam, anualmente, maiores derrocadas são o troço entre a Praia dos Três Castelos/Prainha e a Praia da Rocha (Portimão) e o troço entre Albufeira e Olhos de Água (entre a praia Maria Luísa/Torre da Medronheira e os Olhos de Água). “O único troço que ainda se apresenta parcialmente livre, entre o Carvoeiro e a Srª da Rocha (...), está agora na mira de promotores imobiliários”. Actualmente, segundo a associação, estão previstos dois projectos na zona do Farol da Alfanzina e na Praia do Benagil e um outro próximo da Srªa da Rocha (todos no concelho de Lagoa).A Almargem defende que as autoridades deviam assumir estas zonas “como de maior ou menor risco potencial” face à acção do mar e das marés, da chuva, das construções e da circulação de veículos. No entanto, “o suposto interesse superior da manutenção da imagem do Algarve continua a não deixar ressaltar a necessidade imperiosa de seriamente se definir zonas realmente de risco e, se necessário, interditá-las”.São consideradas insuficientes medidas como a demolição de todas as arribas instáveis ou soluções pontuais como a “betonização das arribas de Albufeira, há uns anos atrás”.“As construções que estão sobre as arribas, essas, lá continuarão, perante a indiferença das autoridades e do Ministério do Ambiente”.Ontem, a Administração da Região Hidrográfica do Algarve começou a verificar as condições reais de risco em várias zonas prioritárias do litoral algarvio. A ARH considera que as zonas mais vulneráveis se situam nos concelhos de Albufeira, Lagoa, Portimão e Lagos.