Despedimentos ilegais nos hotéis

Posted on 3/06/2009 by TVA TV ALBUFEIRA ONLINE

“É urgente intervenção das autoridades competentes, para fiscalizar o desemprego de centenas de trabalhadores nos hotéis”, como o Sheraton e o Real Santa Eulália, entre outros.
O grupo Luna Hotéis, hotel Falésia Mar, Sheraton, Auramar, assim como o aparthotel Paraíso, o hotel da Aldeia e ainda o Real Santa Eulália integram a lista divulgada pelo PCP de Albufeira , ao reclamar acções de fiscalização por parte “das entidades competentes” para conferir se os despedimentos estão a ser feitos de acordo com a lei.
Em comunicado da sua comissão concelhia os comunistas pretendem ver esclarecidas “as reais condições em que centenas de trabalhadores estão a ser atirados para o desemprego” no concelho que reúne a maior oferta turística do país.
Afirmando que “a crise não pode ser alibi para a fraude” o PCP de Albufeira pormenoriza: “No grupo Luna Hotéis, estão-se a processar rescisões de contratos, mesmo em casos em que os trabalhadores não terão direito ao subsídio de desemprego”, registando-se situação idêntica no Falésia Mar.
Temporários substituem efectivos
Já no hotel Sheraton “está em curso o despedimento de trabalhadores efectivos, recorrendo depois a empresa aos serviços de empresas de trabalho temporário” enquanto no Auramar “estão em atraso salários de Janeiro e Fevereiro e a administração está a incentivar os trabalhadores a ir procurar trabalho. Igual posição é imputada ao Real Santa Eulália, que possui duas unidades em Albufeira.
No Hotel Aldeia “verifica-se somente o pagamento de cerca de 250 euros por conta dos salários mensais enquanto no aparthotel Paraíso a administração afirma só ter condições para pagar o mês de Fevereiro", afirma o PCP. “O desastre social vai alastrando em Albufeira” denuncia, em nota enviada à imprensa.
Gabinete Anti-crise “daria má imagem”
O PCP de Albufeira afirma que, apesar da grave situação de desemprego no concelho, este é “o exacto momento em que os eleitos do PS e do PSD chumbaram uma proposta do PCP para a criação de um gabinete de crise, com o objectivo de ajudar a encaminhar, do ponto de vista social, os albufeirenses em dificuldades”, à semelhança do que outras autarquias já criaram.
Ainda segundo os comunistas, o argumento avançado pela autarquia liderada pelo social democrata Desidério Silva para chumbar o gabinete de crise prende-se com o facto de que o mesmo “daria uma má imagem do concelho”, o que lhes merece acerba crítica. Perante os dados da realidade social, “Albufeira e o Algarve jamais se desenvolverão enquanto imperar a política da falsa imagem, de olhar os trabalhadores como descartáveis sazonais e que faz com que os 5% mais ricos do Algarve tenham uma riqueza igual aos 60% mais pobres” conclui o PCP.